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O que você quer ser quando crescer?

Pode parecer meio ou ridiculamente tarde para isso, mas acredite: esta singela perguntinha ainda assombra muitas de nós “pessoas”:

“O que eu vou ser quando crescer?”

Lembra dos sonhos de infância? Os planos para um futuro tão lindo, tão distante e com tão menos dúvidas... pois é, ele chegou. Hoje você está (ou talvez tenha passado um pouquinho) “naquela idade” que usava nas brincadeiras de menina, onde se escolhia três futuros pretendentes, três lugares para passar a lua-de-mel e três outras besteiras. Você olha em volta e se pergunta – cadê? Para onde foram os sonhos, os planos e os príncipes? Hoje, o amanhã de ontem chegou, como um completo e desconhecido estranho com o qual você tenta diariamente se enturmar. E ele não é fácil!

Talvez você já tenha encontrado o seu príncipe encantado (parabéns), mas certamente beijou “cada sapo” antes, não é mesmo? Vida emocional, ok. Mas e a profissional? Há quem se sinta feliz e satisfeita como mãe, esposa e dona de casa - algo que merece tanto respeito quanto qualquer outra profissão - mas a grande maioria precisa de um pouco mais que isso para se sentir plenamente feliz. E por esta mesma razão, muitas vezes as pessoas se sentem frustradas, “fracassadas” (porque mulher sempre exagera!). Não por nada ter feito da vida, muito pelo contrário: sentem-se um fracasso exatamente pela quantidade de coisas que fizeram sem encontrar nelas a resposta àquela velha perguntinha, agora “para ontem”:

"O que eu quero ser agora?"

Vamos tomar como exemplo a “boa menina” – aquela que sempre (ou quase sempre) caminhou pelas trilhas marcadas, no tempo e na ordem que deixa orgulhosa qualquer mãe - um dia ela para, olha em volta e se pergunta: “aonde eu vim parar! Onde foi que eu errei?” Provavelmente errou por não ter se permitido errar, por ter sido correta demais. Devia ter cortado o caminho, andado por rotas alternativas, entrado na floresta, quem sabe? Agora lhe parece tarde demais para estar perdida e o medo de abandonar sua tão conhecida trilha e decepcionar os outros, a faz seguir por um caminho frustrado, decepcionando a si mesma.

É raro alguém na tal “idade de vestibular” ter condições de fazer uma escolha para o resto da vida. Ao menos não uma boa escolha – “o resto da vida” é tempo demais! Não é que se mude tanto com o passar dos anos, afinal idade nada tem a ver com maturidade e é preciso muita maturidade para discernir nossas reais aspirações, dentre as tantas profissões que temos potencial para exercer. Reconhecer e assumir qual o real rumo que queremos tomar na vida já é sensacional, mas daí a por isso em prática “são outros quinhentos”. E explorar uma dessas coisas profissionalmente (lê-se sustento) é “um tantinho” mais complicado.

Satisfação pessoal é algo que não pode ser mensurado em moedas, embora as “moedas” de uma forma ou de outra, se façam necessárias para alcançarmos a tal satisfação profissional – um “feedback” complicado de se entender e mais ainda de se satisfazer, mas é real. Às vezes, só mediante experiências – boas ou ruins – é que despertamos para aquilo que realmente nos motiva. Principalmente nós mulheres (não querendo ser feminista) cuja vida emocional influencia amplamente todos os outros mil aspectos.

Cada um tem os seus próprios valores, o importante é reconhecê-los e satisfazê-los para si mesmo e o quanto antes melhor! Lembre-se:
Você pode passar a vida fingindo para o mundo inteiro, mas nunca vai enganar a si mesma.

E quanto à resposta para aquela tal perguntinha... Conhece a velha estória de que “aquilo que se procura geralmente está mais perto do que se imagina?” Neste caso então, nem se fala!

Nunca é tarde para mudar: de rota, de opinião, de vida! Basta juntar coragem e dar ouvidos a si mesma, a tal “intuição” - você tem mais razão do que imagina! Considerando que estamos em constante mudança e a cada dia crescemos enquanto pessoas - seres pensantes - e amanhã:

“O que você quer ser quando crescer?”

Autora: Blasina.



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